Os desafios e a cultura do nosso time de back-end

Publicado em:
15/9/2021

A partir de hoje, e a cada duas semanas,  vamos  contar aqui um pouco sobre a trajetória das pessoas que constroem a Collact. Para começar, trouxemos um  papo que tivemos com o Gabriel, conhecido internamente como Primão! 


Gabriel está há dois anos e meio na Collact. Parte essencial do time de Engenharia de Software, ele exerce um papel muito importante como Tech Lead de Back-end (Líder Técnico de Back-end).


Apesar de ter passado por muitos desafios durante esse período, ele também comentou sobre o orgulho de fazer parte da Collact. Além disso, conta como se adaptou ao mundo remoto, quais as principais tecnologias que usamos e o que é back-end — mostrando um pouco mais de quem ele é e o que gosta de fazer além do código.


Confira a entrevista abaixo!


Collact: Comenta um pouco quem é você, Gabriel? 

Gabriel: Meu nome é Gabriel. Estou dentro da Collact há cerca de 2 anos e meio, entrei no começo de 2019. Sou Engenheiro Back-end e trabalho com tecnologia dentro do time de engenharia de software. 


C: Você teve um histórico de empresa grande, né? E como foi mudar para uma startup? 

G: Foi uma mudança para melhor. Trabalhei em 2 empresas multinacionais gigantes, como HP e IBM, que estão em diversos países, mas que não têm uma proximidade tão grande com seu funcionário como um ambiente de startup tem. Desde coisas simples, como resolver um problema de RH, as coisas em startup são mais humanizadas e mais ágeis. Startup tem mais a ver comigo, porque a burocratização não é algo que me agrada. Para mim, é essencial ter acesso fácil a todas as pessoas e atribuições, saber quem faz cada coisa e conseguir resolver os problemas com autonomia


C: Como você vê o crescimento da Collact nos últimos anos? 

G: É muito legal ver as pessoas errarem do seu lado, errar junto e ir aprendendo até chegar em um ponto em que estamos acertando. Quando entrei, a Collact tinha muitos acertos, sabia atuar em um nicho específico de fidelidade, mas não sabia escalar produto e aceitar um volume gigante de clientes novos a cada dia. Foi legal ver ir do 8 ao 80. Foi uma mudança grande, aproveitando o que já tinha de expertise e adquirindo muitas outras. 


“É muito legal ver as pessoas errarem do seu lado, errar junto e ir aprendendo até chegar em um ponto em que estamos acertando.”


C: A vitória é maior quando você quebra a cara para chegar lá, né? 

G: Com certeza! Se você fez um caminho “liso”, você provavelmente não chegou perto do desafio real. Aqui a gente enfrentou muito desafio, decepções, coisas que precisaram mudar de repente e tivemos resiliência para chegar onde estamos hoje. 


“Com certeza! Se você fez um caminho “liso”, você provavelmente não chegou perto do desafio real. Aqui a gente enfrentou muito desafio, decepções, coisas que precisaram mudar de repente e tivemos resiliência para chegar onde estamos hoje. “


C: Qual foi a sua maior “quebrada de cara”? 

G: Foi achar, em 2019, que algumas iniciativas de engenharia, produto e negócios, que eram relacionadas a expandir o nosso tamanho e trazer muitos clientes, seriam a solução e resolveriam todos os nossos problemas. Mas na verdade não, hoje estamos cuidando mais de quem já está dentro antes de trazer mais clientes. 


C: Vamos falar do que você faz. O que é o back-end da Collact? 

G: É tudo o que você não vê. Quem está usando os produtos da Collact vê as telinhas, os fluxos novos, atualizações e isso não é o back-end. Isso tudo é uma ponte entre o usuário e o banco de dados. Quem colhe esses dados é o front-end, mas, depois disso, o dado precisa ser processado e armazenado, e isso quem faz é o back-end. 


C: Dentro do back-end, tem muitas caixinhas que se comunicam. Qual é a caixinha mais importante? 

G: A Collact vem crescendo bastante, antes tínhamos um fusca pra tomar conta de muita coisa e de um enorme volume de dados (principalmente depois que entramos no universo Stone) e precisávamos aumentar isso... Esse fusca é o que chamamos de Core, uma estrutura monolítica, como uma grande caixa, que tem toda a regra de negócio da Collact. E ao lado dele, temos outras caixinhas, mas o fusca é o nosso coração — foi lá que criamos e expandimos o programa de fidelidade, as ofertas, as principais regras. Nos últimos anos, transformamos o fusca em uma nave, graças à muita estrutura, padrão e resiliência dentro do código.


C: Nas partes periféricas do motor do fusca (ou seja, além do Core), no que você já trabalhou que considera que é o mais impactante? 

G: Temos uma grande iniciativa em back-end que é um mecanismo que faz todo o gerenciamento de notificações da Collact, então tudo que disparamos de e-mail, sms e push notifications passa por esse mecanismo que também é essencial. 


C: O que você mais tem orgulho do que você já fez? 

G: A parte de notificações tive o prazer de escrever do zero. A concepção e escrita foi toda desenvolvida por mim (com a ajuda de outros engenheiros).


C: No que você está trabalhando hoje no back-end? 

G: Estamos trabalhando uma funcionalidade de segmentação de clientes. O lojista vai conseguir dividir a base de clientes dele em grupos. Exemplo: grupos de clientes vip, perdidos ou grupos customizados. 


C: E qual o benefício desses grupos? 

G: Criando um grupo de clientes, ele pode destinar comunicações personalizadas para um grupo de clientes; ou seja, quero avisar meus clientes que, na semana do dia das mães, vou dar benefício exclusivo para quem vier ao meu estabelecimento. Então, crio um grupo pra quem quero mandar e faço sms ou e-mail personalizado para disparar para esse grupo. Além disso, podemos criar campanhas que sejam relevantes apenas para alguns grupos. 


C: Damos ferramentas para ele mirar onde quer no programa dele, certo? 

G: Exatamente. Começar a tratar os clientes de forma segmentada sofistica muito o que a Collact se propõe a fazer. 


C: Vamos falar de tecnologia, quais são as principais no back-end? 

G: No back, usamos as tecnologias mais difundidas no mercado. A base de código é composta de JAVA 8 (90% do código) e temos uma pequena parcela em Node.js (Javascript) e nosso banco de dados é Postgres. 


C: E no mundo de tech, sempre vemos aplicativo cair e site ficar fora do ar. Qual foi o maior incêndio que tiveram? 

G: Em 2019, tiveram muitas iniciativas de monitoramento de aplicação, criamos alertas na nossa infraestrutura e tudo parecia estar estável. Mas em um trágico sábado, uma região inteira dos datacenters da AWS (AWS é o serviço de Cloud da Amazon) parou de funcionar. Eles têm as regiões de datacenters e uma das principais caiu, e, com ela, a Collact foi junto,  já que está praticamente inteira implantada dentro dessa zona de data centers. O pior é que não tinha muito o que fazer, porque por mais que tivéssemos nos planejado para manter a nossa alta disponibilidade, a gente não contava que um serviço tão grande quanto o da Amazon nos deixaria na mão. Foi um caos, precisamos apontar aplicações para outras zonas, mas, no final, deu tudo certo. 


C: Qual foi o aprendizado que vocês tiveram com isso? 

G: O aprendizado é que não podemos ter nenhum ponto de gargalo na nossa arquitetura, por mais que seja algo que tem um nível de confiabilidade alta. Já tínhamos um mecanismo de alta disponibilidade, mas a gente deixou ele mais poderoso, e, se falhar, temos um mecanismo automático para atender nossas demandas. Hoje em dia, estamos bem mais preparados para lidar com isso.


C: E me conta, como foi quando foi estabelecido o trabalho remoto na Collact?

G: A transição aconteceu da melhor forma possível, dentre as condições que a gente tinha por conta da pandemia. Mas, dentro do time de tecnologia da Collact, cada um tem muito espaço pra correr sozinho. A gente usa as práticas do Scrum para conduzir o ciclo de desenvolvimento de software, então a dinâmica de trabalho possibilitou que a gente conseguisse ficar em casa tranquilamente e vimos que não precisaria estar junto presencialmente o tempo todo.


“(...) dentro do time de tecnologia da Collact, cada um tem muito espaço pra correr sozinho. A gente usa as práticas do Scrum para conduzir o ciclo de desenvolvimento de software, então a dinâmica de trabalho possibilitou que a gente conseguisse ficar em casa tranquilamente e vimos que não precisaria estar junto presencialmente o tempo todo.”


C: O time de tech decidiu que vai atuar de forma remota mesmo após a pandemia, certo? 

G: Sim. Essa experiência mostrou que podemos trabalhar de forma remota com qualidade, não precisando estar no escritório. A gente pode adotar a estratégia de remote first, ou seja, priorizamos o remoto, mas continuamos com o escritório para quem queira ou precise ir. Isso foi muito bom, porque diversificou o time, temos pessoas de muitos lugares do Brasil por conta dessa estratégia.


C: Isso é bom porque fez com que a gente pudesse encontrar talentos em vários cantos do país, né? 

G: Com certeza. Tecnologia é uma área que demanda muito, todas as empresas sentem essa necessidade. Não é mais uma área à parte, a tecnologia está em todas as áreas, é essencial. 


C: É bom que conseguimos trazer as pessoas certas e que encaixem no nosso time! 

G: Exato, é um desafio trazer as pessoas que combinem tanto tecnicamente, quanto no momento de carreira, quanto na cultura da Collact — e isso é o mais fácil, porque temos uma cultura muito boa e legal de se trabalhar. Mas dar um match nisso tudo nem sempre é tão fácil, então abrir esse leque de oportunidades é muito bom.


C: E além do trabalho, o que mais o Gabriel faz? 

G: O Gabriel é um projeto de baterista (risos) com uma banda. Antes, eu tocava guitarra, mas aprendi a tocar bateria por conta da saída de um dos integrantes da banda. Gosto muito de música e de tocar. Também amo futebol e adoro jogar Counter Strike. 

Voltando a falar da área de tecnologia, gosto muito de ensinar, de dar treinamentos. Penso em ser professor no futuro. Gosto de estudar para poder repassar e compartilhar conhecimentos. 


C: Você falou sobre ser professor, o que você diria pra alguém que gostaria de fazer o que você faz? 

G: Tecnologia é algo que não tem fim. Temos tecnologias novas a cada dia, formas novas de fazer a cada dia, então é necessário sempre se atualizar. O recado é esse: continue focado em se atualizar, aprender conceitos antes de aprender ferramentas e nunca pare de estudar.


“Tecnologia é algo que não tem fim. Temos tecnologias novas a cada dia, formas novas de fazer a cada dia, então é necessário sempre se atualizar. O recado é esse: continue focado em se atualizar, aprender conceitos antes de aprender ferramentas e nunca pare de estudar.”


É isso aí, finalizamos aqui essa entrevista incrível que rolou com o Gabriel. Além de poder fazer diversas reflexões sobre o trabalho e o mundo da tecnologia,  pudemos contar um pouquinho da sua história na Collact. E o recado está dado, caso queira fazer parte desse mundo, busque sempre correr atrás, estudar e se manter atualizado, que dá certo! 


Ah, aproveite para dar uma olhadinha nas vagas que temos em aberto. Se quiser fazer parte desse timaço de back-end, já sabe por onde começar, né?! É só clicar aqui e se inscrever para participar do nosso processo seletivo! 


Tatiana Matera

Me chamo Tatiana, mas pode me chamar de Tati! Sou formada em Psicologia e faço parte do time de People da Collact. Trabalho na área de Recrutamento & Seleção com foco em tecnologia, então a minha missão é de encantar, atrair e selecionar talentos para contribuir e crescer junto com o nosso time de Produto & Engenharia!

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