A construção do nosso produto

Publicado em:
15/12/2021

Hoje, o papo foi com Vladimir Figueiredo, sócio e líder do time de Produto & Design da Collact. Nesta conversa, entendemos como foi a sua trajetória profissional antes e a partir do momento em que entrou na Collact, lá no comecinho, em 2013. Também conta como é formado o time de Produto, quais são os desafios, expectativas para o futuro e, principalmente, como é a construção de um produto digital aqui dentro


Confira como foi a entrevista:


C: Conta um pouco sobre você, Vlad!

V: Sou sócio da Collact, estou dentro desse barco desde 2013. Aqui dentro, cuido da parte de Produto e de Design, lado a lado com o time de tecnologia, participando da construção do produto como um todo. 


C: Você não fundou a Collact né? Mas acha que dá pra se considerar sócio-fundador? Porque a Collact nasceu em 2012, então está bem próximo!

V: Eu fundei algumas Collacts, né? (risos). Eu me sinto fundador de algumas. A primeira delas, não participei junto com o Bê e o Leo [nossos sócio-fundadores] de momentos incríveis em que eles passaram, mas eu entrei logo no começo do produto. 


Antes, a gente tinha um produto que dentro do ponto de venda você baixava um aplicativo, ia juntando pontos, escaneando o QR code e  trocando por prêmios. Aprendemos muito com essa etapa do produto, descobrimos fragilidades gigantes de possibilidade de fraude e foi o que nos levou a pivotar a segunda Collact. Mas a sensação é muito gostosa de ter passado por todas essas fases e de me sentir fundador de algumas dessas Collacts.


C: Em que momento você chegou na Collact? O que já tinha e o que trilharam de lá para cá? 

V: Quando entrei, lá em 2013, a Collact tinha como propósito ser um aplicativo de fidelidade. A ideia era ser um app (e foi algo que desconstruímos depois), em que você, na hora de pagar a conta no estabelecimento, escaneava o QR Code para ganhar pontos e depois trocava por prêmios que o próprio estabelecimento decidia. 


Nessa época, tinha um desafio gigante de convencer o usuário a baixar o app. Com isso, definimos a principal métrica de acompanhamento de sucesso da Collact: taxa de conversão dentro do ponto de venda, ou seja, quantos por cento das pessoas que passam no ponto de venda utilizam o programa de fidelidade. Tínhamos um benchmark do exterior que usavam Ipads e, então, começamos a comprar tablets para poder pivotar a solução. 


Fizemos um piloto em um centro comercial de Alphaville, que foi super divertido. Era só cadastrar o e-mail, mas, no primeiro restaurante, fomos “chutados” para fora porque aumentou a fila. O que foi ótimo porque aprendemos muito, ficamos acompanhando de perto o produto e entendemos que não daria para manter a inclusão de e-mail. Então, pilotamos em outro estabelecimento sem o e-mail e deu certo, aumentou a conversão! Começamos a escalar, achamos o modelo de negócio em cima do tablet e foi um grande momento para a Collact.


C: Dá para perceber que o Vlad é apaixonado por criar produtos! De onde veio a sua inspiração e sua vontade? 

V: Sou formado em comunicação na ESPM e acreditava que queria ser um Diretor de Arte em agência de publicidade. Com isso, trilhei minha carreira para esse lado, com um leve desvio porque sou daltônico. Teve um momento na faculdade em que tinha que decidir se ia para criação ou não e acabei indo para integradas.  Passaram três dias e eu me perguntei “o que estou fazendo aqui?”. Fui para a biblioteca, peguei um livro sobre cores e, por fim, fui para a optativa de criação. 


Desde cedo na faculdade, estagiei em agência de digital com foco em direção de arte. Tive a oportunidade de trabalhar em uma agência muito reconhecida em Direção de Arte e sempre tive muito tesão pelo craft de digital. Sempre gostei da construção de interface, criar uma ilustração, uma campanha…


A oportunidade de vir para a Collact surgiu quando eu estava em um momento bem desiludido dentro da agência, sem reconhecimento. Então, o Bernardo, que é um dos fundadores e foi meu colega de sala na ESPM, me seduziu para vir empreender aqui e tocar a parte de produto e design. Foi aí que veio a veia de construir um produto. 


C: E como é uma equipe de produto? Sabemos que tem designers e desenvolvedores dentro da área de tecnologia, mas como essas engrenagens se encaixam? 

V: Só dá certo se está todo mundo construindo junto, todas as partes da engrenagem sentirem que estão construindo um produto junto! 


A construção se dá entre produto e tecnologia. Dentro de um time multidisciplinar tem Product Manager [pessoa que tem papel de gestão de produto], junto com Product Designer [responsável pelo processo de design de ponta a ponta] e UX Researcher [responsável pela parte de pesquisa com o cliente]. Temos ainda a parte de desenvolvimento back-end e front-end. Então, temos a composição do time em que cada um constrói uma parte. 


A gente fala muito sobre Double Diamond dentro da metodologia de construção de produto, que é a parte de discovery (descoberta) e a parte de delivery (entrega). Temos um time de produto e design na primeira etapa do diamante, identificando oportunidades, construindo, prototipando, testando junto com os clientes.  Na outra etapa, temos pessoas fazendo a entrega para o time de desenvolvimento, acompanhando toda a parte da entrega, de construção, testes e lançamento.  Durante a pandemia conseguimos assistir o produto rodando de perto, o que foi muito importante e positivo.


C: Parece que o ciclo de produto não acaba na equipe de produto, o desdobramento vai para a empresa inteira, certo?! 

V: Sim, acredito que o grande erro é a equipe de produto achar que é a única equipe responsável por fazer o produto. Somos uma empresa de produto em que todo mundo constrói o produto. 


Inclusive, hoje, uma das maiores entregas de valor do produto é ter uma pessoa que vai ajudar a implementar, que vai dar apoio. Ter uma pessoa de suporte que vai, em um tempo incrível, dar uma resposta para o cliente. Isso é produto, o jeito que o time de suporte vai atender e vai lidar com o cliente também é a concepção do nosso produto, porque o lojista vai levar tudo isso em consideração e não apenas o software.


C: E qual é a sua sensação de conversar com um cliente que está usando um produto que vocês construíram? Como você se sente quando o cliente dá um feedback sobre o nosso produto?

V: É muito legal assistir o cliente usando o produto. Claro que existem momentos de alegria e momentos de desespero (risos). 


Assistindo um teste de usabilidade, a gente consegue ver o que realmente funciona e não funciona. Mas a sensação mais gratificante de todas é você conseguir visualizar e ter feedbacks do lojista tendo resultado com aquilo que passou pelo processo inteiro. 


É incrível trabalhar com pequeno e médio comerciante. Pra mim, é um prazer gigante saber que estamos construindo um produto que vai ajudar esse perfil de empreendedor, que não tem tantas ferramentas, que está no escuro no ponto de vista de dados. Então, conseguir abrir a cabeça desse lojista e saber que estamos conseguindo, que está dando resultado para o lojista e que estamos trazendo pessoas de volta ao seu estabelecimento, é incrível! 


C: O cliente sempre traz muitos feedbacks e vejo isso como diferencial! Para a equipe técnica de produto, você acha que essa proximidade com o cliente e essa agilidade em se adaptar às necessidades do cliente é o diferencial da Collact? 

V: É um diferencial e é fundamental para qualquer empresa de tecnologia! Mas eu diria que um dos grandes desafios, incluindo para a Collact, é de como ter o time de tecnologia, e aí englobando a parte de desenvolvimento também, dentro desse ciclo de estar próximo, de conversar e de viver o dia a dia do cliente. 


Esse ainda é um desafio e uma lição de casa que temos pela frente. Já conseguimos evoluir muito. Todo o time de produto está em contato com o lojista e o próximo passo é aproximar todo o time de tecnologia dessa etapa também! 


C: E falando um pouco mais do produto, a Collact saiu dos tablets e hoje a gente é muito mais! Como você definiria o nosso produto hoje, Vlad? Como você explicaria para as pessoas? 

V: Eu gosto muito de explicar o nosso produto fazendo um paralelo: para entender onde está o varejo físico hoje, é legal comparar com o e-commerce. 


Quando você vai fazer uma compra online, por exemplo, você decide comprar um óculos novo, você vai entrar em diferentes lojas online ou até mesmo em um marketplace.  Em cada loja que você entra, você já está se cadastrando (agora com o LGPD, isso já está mais regulado com o cookie), mas a partir do momento em que você faz uma pesquisa em um site, já começa a aparecer óculos para você no seu Instagram, no Google, Facebook, etc. Se você realmente decidir comprar um óculos em alguma loja, você precisa preencher vários dados para efetivar a compra e aí eles começam a te mandar informações como: newsletter semanal, queima de estoque, automação para te trazer de volta quando não está comprando mais. 


Até então, você não tem isso no mundo físico. No caso, o lojista acorda de manhã, vai para o estabelecimento, coloca a maquininha dele no balcão, atende 100 clientes e, no final do dia, não tem ideia de quem é o cliente dele ou do fluxo de clientes, sabe apenas quantas vendas fez. 


O que a Collact faz é permitir que o lojista do mundo físico tenha acesso a todas essas ferramentas que hoje estão disponíveis para um e-commerce. Você pega o cartão de pagamento e esse cartão de pagamento pode ser associado com o cookie do mundo físico. 


Com um programa de fidelidade, a gente consegue, dentro da maquininha da Stone, cadastrar o cliente, a partir do momento em que se identifica que ele ainda não está participando. Você associa o cartão ao dado da pessoa física e consegue identificar automaticamente toda vez que essa pessoa volta ao estabelecimento. 


Com isso, você começa a construir a base da pirâmide do playbook, em que você tem a recorrência, ou seja, você identifica todas as vezes que o cliente volta na loja e vai engajando por si só no programa de fidelidade. Você vai juntando benefícios e, aos poucos, vai construindo as próximas camadas da entrega de valor, como criar automações para trazer o cliente de volta e a parte de avaliações. Isso permite que qualquer lojista tenha a mesma experiência que tem dentro de um Ifood, Rappi ou Uber. 


Você pode avaliar como foi a experiência, trazer feedback, visualizar esses dados. Pode responder a alguma experiência positiva ou negativa que teve e uma série de outras camadas que a gente ainda precisa construir.  Estamos com o desafio de paralelizar e conseguir atacar novas frentes de maneira independente. 


C: A Collact está entregando uma ferramenta incrível, digna de multinacional, para um pequeno ou médio comerciante, isso é o mais fascinante! É uma inteligência de dados muito sofisticada, que sem a Collact seria impossível de ter. 

V: Total! E acho que entra um baita desafio para nós! Porque, no fim das contas, atendemos um perfil de cliente que é o pequeno ou médio comerciante, então a gente tem alguns nomes de estabelecimentos que personificamos dentro da Collact, por exemplo: como fazer um produto que um estabelecimento A (que é super pequeno, é um lojista que está começando e não tem afinidade com tecnologia) vai entender, usar e ver valor, mas que o outro lojista B (que tem uma loja bem estruturada, que tem uma pequena rede e exige muito do produto) não vai achar simplório. O desafio é como conseguir atender esses dois públicos com um produto só e da melhor forma possível.


C: É um baita desafio mesmo! Mas são os desafios que nos movimentam e fazem a gente acordar feliz e vir para a Collact! E, Vlad, o que te faz falar no final do dia “nossa, meu dia valeu a pena e estou pronto para o próximo amanhã”? 

V: Tem uma parte, para mim, que é muito gratificante, que é a missão que a gente tem de construir um produto para o pequeno e médio comerciante. 


Mas eu vou falar a verdade: para mim, tudo gira em torno de acordar feliz, saber que você está construindo um produto que está alinhado com o que você acredita e lado a lado com pessoas que tem tesão de trabalhar junto. Pessoas que você admira e com quem você quer dividir seu trabalho. Estar em um ambiente em que você está aprendendo e sendo constantemente desafiado


No final, se você tiver vivido uma vida em que você entregou muita coisa, mas sob muita pressão, em um ambiente de competição, sem se abrir com o outro, sem sentir que está construindo uma relação de confiança e de amizade, enquanto está entregando valor para o produto, o que adianta? Passamos oito horas por dia no trabalho, então tem que ser prazeroso. 


C: E depois do trabalho? O que você faz e gosta de fazer no seu tempo livre, Vlad? 

V: Eu tenho um desafio grande de não ser muito workaholic, então eu criei um ritual que é um momento de assistir um episódio de uma série para ser o divisor de águas, tipo “chega de trabalhar” (risos). 


Eu também gosto muito de cozinhar, é um momento de muito prazer para mim! 


E as minhas manhãs estão sendo muito mais regradas, eu tenho tentado manter uma rotina de conseguir ter um momento de leitura e de esporte, que durante a pandemia mostrou ser muito importante para me manter saudável fisicamente e também mentalmente. Nem que seja uma corridinha de 20 minutos, é muito importante!


C: É bem importante mesmo e faz super bem! E vai fazer super bem também quando a gente conseguir encontrar todo mundo. Hoje a gente faz nossos happy hours online, mas quem sabe em breve a gente consiga se reunir!

V: É, agora está cada um em um canto do Brasil, o que é incrível. Imagina todo mundo formado na mesma faculdade, morando nos mesmos bairros, criando um produto que queremos escalar para o Brasil inteiro, não ia dar certo né? (risos).


C: Bom, na sua equipe tem pelo menos 4 estados diferentes, né, Vlad? 

V: Sim! O modelo remoto nos proporcionou isso! Tem gente do Sul que está morando em Salvador, gente de Maceió que está morando em SP… É muito legal ter pontos de vista diferentes e vivências diferentes dentro do time. 


C: Por enquanto ainda estamos em poucas pessoas, mas estamos em uma super expansão. E aí, Vlad, você, como sócio, qual é a expectativa dos próximos passos da Collact? 

V: Estamos em um momento de escalabilidade que nunca chegamos perto antes. Conseguimos criar um time de recrutamento que está sendo fundamental neste momento. Temos duas grandes escaladas, uma delas é criar um time comercial para invadir esse Brasil e começar a distribuir Collact, e, em paralelo, aumentar o time de Produto & Tecnologia. Sabemos que é muito produto para pouca gente, então precisamos trazer mais gente boa para somar aqui. 


Por hoje é tudo isso! Essa foi a trajetória do Vlad, sócio e líder do time de Produto da Collact. Conhecemos um pouco mais sobre como é a construção de um produto, como é formado um time de produto, a cultura, os desafios e as expectativas para o futuro. Como podem ter percebido, aqui todo mundo participa da construção, trabalhando junto para agregar valor e impactar a vida dos comerciantes brasileiros!


Estamos em um momento de bastante crescimento, escalando o nosso produto e também o nosso time! Buscamos pessoas boas para continuar voando alto junto com a gente! Quer fazer parte disso? Então aproveite para dar uma olhadinha nas vagas que temos em aberto. Se quiser fazer parte desse time incrível, já sabe por onde começar, né? É só clicar aqui e se inscrever para participar do nosso processo seletivo!

Tatiana Matera

Me chamo Tatiana, mas pode me chamar de Tati! Sou formada em Psicologia e faço parte do time de People da Collact. Trabalho na área de Recrutamento & Seleção com foco em tecnologia, então a minha missão é de encantar, atrair e selecionar talentos para contribuir e crescer junto com o nosso time de Produto & Engenharia!

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