Como a cafeteria Coffee Body usou CRM para crescer na pandemia

Adônis, dono da Coffee Body, percebeu que ter os dados dos seus clientes podia ajudá-lo a se adaptar ao cenário imposto pela pandemia. Saiba o que ele fez.
Publicado em:
7/1/2022

Em 2018, Adônis Beck se mudou para Florianópolis a trabalho. Naquela época, abrir uma cafeteria não era um sonho e nem um objetivo do gaúcho, mas como ele próprio diz: “o bichinho do café me picou”. Depois de anos trabalhando com marketing e design, o empreendedor se apaixonou pelos cafés especiais ao conhecer uma cafeteria da região que entregava esse produto premium.

A ideia de ficar próximo aos clientes e entregar uma experiência e um produto incríveis no meio do caminho fizeram com que ele abandonasse a carreira em marketing para empreender e abrir a Coffee Body em São José, cidade satélite de Florianópolis.

“Hoje eu sou proprietário, barista, faxineiro e atendente”, conta. “Eu gosto de colocar a mão na massa”.

No começo, sem muito dinheiro ou investimento, a cafeteria funcionava só com um funcionário, o próprio dono. “Foi o único jeito de conseguir abrir porque eu não tinha como contratar ninguém”, afirma. Mas, mesmo sem saber se ia dar certo, o empreendedor resolveu testar e os clientes começaram a chegar.

Sete meses depois, entretanto, veio a pandemia e Adônis foi obrigado a fechar a loja por tempo indeterminado. “Foi um baque muito grande, fiquei na dúvida se eu continuaria aberto”, compartilha. Naquela época, ainda sem nome no mercado de cafés, o gaúcho percebeu que precisaria se movimentar para continuar no mercado.

Sem reserva de dinheiro, ele começou a usar o que tinha aprendido nos anos trabalhando com marketing e percebeu o boom que as redes sociais estavam tendo. Assim, Adônis usou o perfil da Coffee Body no Instagram para interagir com o público. Foi aí que ele descobriu que existia uma demanda para os cafés especiais — e que nenhuma outra cafeteria da região estava atendendo.

Com o funcionamento limitado ao delivery, Adônis começou a divulgar a venda dos sacos de café para clientes da loja. “Eu ia na cafeteria só pra moer e poder entregar na casa das pessoas”, lembra. Com o tempo, todo seu estoque estava sendo vendido. Mas, com a pandemia se estendendo mais do que era esperado, as vendas foram caindo. 

Foi um amigo, que também é empreendedor, que deu para Adônis a dica de ter uma ferramenta de CRM.

“Mesmo tendo trabalhado com marketing eu nunca tinha pensado em ter uma base de dados”. 

Assim que a cafeteria pode abrir as portas de novo, Adônis já começou a cadastrar os seus clientes no programa de fidelidade, oferecendo um café gratuito como prêmio de boas-vindas. “Criei uma campanha com meu melhor produto”, afirma. “Todo mundo queria ganhar, então era fácil de cadastrar”. O objetivo era claro: caso tivesse que fechar as portas de novo, o empreendedor teria os dados dos clientes, sendo possível manter suas vendas a partir do contato com cada um delesPara cadastrar mais pessoas, ele criou uma estratégia totalmente pensada para o cliente da cafeteria. Com o entusiasmo em volta das lives, ele aproveitou para seguir um modelo que cafeterias internacionais estavam usando: vídeos de como fazer café. “Os clientes já estavam comprando, faltava só ensinar a fazer”, conta Adônis. 



Para cadastrar mais pessoas, ele criou uma estratégia totalmente pensada para o cliente da cafeteria. Com o entusiasmo em volta das lives, ele aproveitou para seguir um modelo que cafeterias internacionais estavam usando: vídeos de como fazer café. “Os clientes já estavam comprando, faltava só ensinar a fazer”, conta Adônis. 


Para a surpresa do empreendedor, o resultado foi positivo. Em cada vídeo, Adônis focava em um método e café específico e, logo após subir nas redes sociais, ele tinha um aumento de vendas desse mesmo produto. “As pessoas visitavam a loja por causa do vídeo”, afirma. Com isso, os cadastros se aceleraram e ele conseguiu aumentar sua base de dados, potencializando o alcance da sua comunicação e a possibilidade de estabelecer um relacionamento duradouro. 

Hoje, a Coffee Body conta com mais de 800 participantes no seu Programa de Fidelidade. Esses clientes consomem 274% a mais e frequentam 211% a mais do que os clientes não participantes do programa da Coffee Body, além de serem responsáveis por 57% das vendas realizadas pela cafeteria, mostrando a importância que o relacionamento com o cliente tem no sucesso do negócio. Caso seja necessário fechar as portas novamente, Adônis entende que será mais fácil, uma vez que sabe quem é e tem o contato dos seus clientes.

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Barbara Bastos

Formada em Jornalismo, meu foco sempre foi em empreendedorismo  e negócios. Já trabalhei como repórter na revista Pequenas Empresas e Grandes Negócios. Hoje ajudo a tirar todas as suas dúvidas relacionadas aos mais diversos temas aqui no blog da Collact.

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